Instalação Hidráulica Residencial

Instalação hidráulica residencial feita do jeito certo

A instalação hidráulica residencial é uma das partes mais importantes de ser planejada previamente na construção de uma casa. Essa é a parte responsável pelo abastecimento local e um erro pode trazer muitos problemas. Desde dificuldades para ligar equipamentos que necessitam de água até vazamentos que podem corromper gravemente a estrutura residencial. Mas, infelizmente, a maior parte das pessoas deixa a instalação hidráulica para segundo plano na hora de construir.

Além disso tudo, corrigir problemas na instalação hidráulica pode sair caro. Então, é muito melhor gastar um pouco mais de tempo fazendo o planejamento do que gastar muito dinheiro no reparo futuramente.

Tudo começa na caixa d’água

A primeira parte a se pensar na instalação hidráulica residencial é a caixa d’água. Ela deve ficar no ponto mais alto da residência pra que possa levar água para todos os cômodos sem problemas. Se não for possível, é necessário que instale a caixa a pelo menos 1,20 m acima do chuveiro. Isso garante que tenha pressão suficiente.

Após a instalação, é necessário fazer as ligações da caixa. A tubulação deve conduzir a água do hidrometro até ela. Na saída de água, deve-se instalar uma boia e registro, além de uma saída de água pra limpeza. Isso garante que a água chegue até a caixa. Agora, é necessário que ela abastece os cômodos à partir da caixa d’água.

Para a saída de água, existem diversas maneiras de fazer isso. Muitas casas usam apenas uma saída da caixa d’água, mas é possível fazer duas ligações ou até três, tendo uma exclusiva para a descarga e outra para o chuveiro. Além disso, é necessário que cada tubulação chegue com o diâmetro ideal para a necessidade.

Planejando a instalação

Antes de começar a instalação hidráulica residencial, é necessário fazer seu planeamento. Imagina vocês seguir todos os passos que disse anteriormente e depois perceber que precisa de um furo menor na caixa d’água. Nessa situação, você pode usar um redutor para aumentar a pressão, mas alguns erros não são tão fáceis de corrigir.

Você faz toda a ligação para colocar uma privada na casa, por exemplo, e depois percebe que as louças não ficaram boas da forma que pensou e será preciso mudar a privada de lugar pra ganhar mais espaço. Para corrigir o problema, você precisará quebrar a parede toda para refazer a ligação. Um grande transtorno e desperdício de dinheor. E isso é muito mais comum do que parece.

Além disso, você deve levar em consideração o material necessário. Cada parte de sua casa precisa de uma tubulação diferente. O chuveiro pede um cano, a privada outro e a pia da cozinha outro. Somente com planejamento será possível comprar o material certo. Sem contar que é obrigatório usar material de qualidade, ou você sofrerá com vazamentos em breve.

Nesses momentos, o melhor planejamento é chamar um profissional especializado. Ele analisará o ambiente em que deve ser feita a instalação hidráulica e fará a melhor instalação possível. Por isso, um serviço de confiança é indispensável.

Instalação elétrica predial – É melhor fazer com quem entende

instalacao_eletrica

A instalação elétrica predial é uma parte importante da construção de empresas e condomínios. Ela é responsável pela qualidade e segurança da energia que chegará para todos os ambientes do prédio. A utilização de materiais de baixa qualidade e a má instalação podem prejudicar toda a obra e trazerem problemas futuros. Além de expor as pessoas a perigos. Pouca gente sabe, mas muitas falhas, prejuízos financeiros e acidentes ocorrem devido aos problemas na instalação elétrica.

A maior parte desses problemas acontece, principalmente, pela falta de conhecimento das pessoas e a baixa fiscalização sobre a instalação elétrica predial. Isso faz com que a instalação seja delegada para qualquer pessoa. Sem contar o descaso com a qualidade dos materiais selecionados. Muitas vezes escolhidos apenas pelo critério do preço.

Cuidados com a instalação elétrica predial

Um exemplo dessa falta de conhecimento geral é que muitas pessoas acreditam que o fio mais grosso é sempre o mais recomendado para qualquer situação. Engano perigoso! Cada ambiente e necessidade pede um equipamento e material diferente.

Como já dissemos antes, outro problema é o profissional não qualificado. Não é raro ver o próprio pedreiro fazendo a instalação elétrica predial. Ele, muitas vezes, acha que sabe fazer a instalação, mas deixa um trabalho mal feito e com riscos.

Na hora de fazer a instalação elétrica predial, a melhor escolha é buscar por profissionais qualificados, com experiência na área, e investir em materiais de qualidade. Essa é a maneira mais eficiente de aumentar a segurança dos prédios quanto à eletricidade.

Normas de instalação elétrica predial

Poucas pessoas sabem, mas existe uma Norma Brasileira de Instalações Elétricas criada pelo Instituto Brasileiro do Cobre (Procobre). Ele é um manual ilustrado com uma linguagem fácil para guiar todos os tipos de instalações elétricas.

Um profissional especializado para fazer a instalação elétrica predial deve seguir as normas da Procobre para oferecer o serviço com segurança. Conhecendo as normas ditadas no manual, você pode escolher os técnicos mais bem capacitados.

Manutenção elétrica

A instalação elétrica bem feita com materiais de qualidade é um grande passo para evitar dores de cabeça no prédio, mas isso não dispensa a manutenção rotineira, que também deve ser feita por um profissional qualificado.

Uma das principais maneiras de avaliar sua instalação elétrica predial é verificando a conta de luz. Elas costumam trazer um histórico de consumo. Você pode observar se o consumo está crescendo nos últimos meses. Caso verifique essas alterações, a melhor alternativa é chamar um eletricista.

Nos prédios residenciais, você pode comparar suas contas com as de outros condôminos. Se perceber que o aumento de consumo ocorre em todos os apartamentos, o prédio deve buscar um especialista.

Quando é indicado um plano de manutenção preventiva para a sua empresa

manutencao-preventivaO plano de manutenção preventiva é um processo importante para as empresas de pequeno, médio e grande porte. Ele garante que os equipamentos e todo o sistema do prédio funciona com a maior eficiência possível sem apresentar riscos. A proposta de ter um plano é evitar a quebra de máquinas e problemas estruturais na empresa para que a produtividade não seja prejudicada.

Esse tipo de plano varia de acordo com a natureza de cada empresa. Porém, algumas ideias básicas fazem parte de todo plano de manutenção preventiva. Entre elas, estão a troca de peças desgastadas, ajustes corriqueiros, testes regulares do equipamento e limpeza.

Quando o plano de manutenção é indicado?
As empresas devem agir sempre para evitar os problemas em seu processo de produção e na estrutura em que está instalada. “É melhor prevenir do que remediar”, como diz o clássico ditado popular.

O plano de manutenção preventiva é visto como um alto investimento por alguns empresários que pensam apenas na situação a curto prazo. Mas, a verdade é que este é um investimento muito baixo perto da economia que ele proporciona.

Imagina se a principal máquina da sua empresa quebra de um dia para o outro e você precisa parar toda a produção até a peça com defeito ou a máquina ser reposta? Quanto dinheiro você perderia por paralisar sua produção? Sem contar o custo para reparar a máquina, que já está dando prejuízo parada.

Pior ainda, imagina que uma dessas máquinas apresentou defeitos e colocou em risco a vida e saúde de seus funcionários. Além de todo o prejuízo financeiro com manutenção e período parado, ainda deveria arcar com os prejuízos do funcionário prejudicado e toda a mídia negativa que uma situação dessas ofereceria à empresa.

Portanto, o plano de manutenção preventiva é aconselhado para todas as empresas. Ele é responsável por evitar problemas no processo de produção, acidentes e custos ainda maiores no futuro.

Só é necessário um plano de manutenção preventiva quando tiver máquinas?
Estamos acostumados a associar o plano de manutenção preventiva às empresas que trabalham com linha de produção e tem máquinas funcionando, mas elas não são as únicas partes de sua empresa que precisam de uma manutenção rotineira.

Até mesmo as prestadoras de serviço que não utilizam nenhum tipo de equipamento precisam de um plano. Afinal, a falta de prevenção também pode prejudicar seus trabalhos. Uma tubulação entupida, um cano estourado, problemas com a parte elétrica e até mesmo os riscos estruturais do prédio. Tudo isso pode ser evitado com um plano de manutenção preventiva.

Apesar desta medida estar diretamente associada às empresas produtivas, ela pode ser utilizada em todos os mercados para diminuir os custos com manutenção e evitar quebras financeiras que são previsíveis.

A importância do controle de pragas nas empresas

Controle de PragasCupins, formigas, baratas, ratos e outras pragas são assunto assustadores para a maioria das pessoas. Muitos sofrem com o medo desses problemas em suas casas, mas já parou para pensar o impacto que esses bichos podem trazer às empresas e estabelecimentos comerciais se não controlados devidamente?

Esses animais são importantes e têm o seu papel na natureza e no ciclo de vida, mas não combinam com os ambientes urbanos. Em meio à sociedade, eles podem trazer danos ao patrimônio e ainda oferecem riscos à saúde da população.

Por que lutar contra pragas?

Lutar contra pragas nas empresas é importante em diferentes aspectos sociais e econômicos. Um dos principais é zelar pela saúde de seus colaboradores e clientes. São muitas as doenças transmitidas pelas pragas Entre elas, podemos destacar diarreias, alergias, tifo, hepatite, transmissão de vírus e fungos, dengue, malária, febre amarela, choque anafilático, peste bubônica, leptospirose, hantavirose e, mais recentemente, o zika vírus.

Além desses problemas relacionados diretamente à saúde das pessoas que trabalham e consomem o serviço ou produto da sua empresa, a economia financeira é outro fator importante do controle de pragas urbanas. Por mais que pareça dinheiro gasto, evita custos maiores no futuro.

Os cupins, por exemplo, podem trazer grandes danos ao patrimônio das empresas destruindo estruturas e colocando suas ocupações em risco. Os custos para reparar os danos serão muito mais altos do que o investimento para controlar essas pragas. Sem contar a vida de colaboradores e clientes que são colocadas em risco por um ambiente com a estrutura comprometida.

Outro ponto importante é para empresas que trabalham com produtos. Não são raros os casos de marcas que ganham notoriedade na mídia por algum problema com pragas urbanas em seus produtos. Além de todos os impactos diretos, como a saúde dos clientes e queda nas vendas, elas ainda sofrem com a mídia negativa que não permite que o fato seja esquecido tão facilmente.

Controlar pragas é essencial para que todas as empresas cresçam saudáveis e com responsabilidade. Esse é um serviço essencial em todas empresas.

O manejo de pragas

O primeiro passo para trabalhar com o manejo de pragas é ter uma empresa especializada que trabalhe com dedetização e controle de pragas urbanas. Vale lembrar que a empresa precisa ter conhecimento da área que está atuando e todos os certificados necessários para executar essas tarefas.

Porém, a dedetização e controle de pragas básico pode não ser suficiente para algumas empresas dependendo dos produtos que são fabricados / comercializados e da área em que está situada. É essencial que tenha um sistema de inspeção de pragas para detectar os problemas logo no início.

Os locais mais úmidos e quentes, por exemplo, criam ambientes propícios para a proliferação das pragas urbanas, sem contar os que oferecem alimentos, como restos de comida. Nesses casos, é preciso uma ação ainda mais intensificada para evitar a proliferação de pragas urbanas.

Técnicos experientes e bem treinados fazem diferença na prestação do serviço

equipe_esgotecnicaVocê já contratou um profissional ou empresa que realizou um serviço mal feito? Ou que não tenha solucionado seu problema? E que até mesmo demonstrou total desconhecimento sobre o que estava fazendo? Por incrível que pareça, essa situação é mais comum do que muitos imaginam! Seja por falta de experiência ou total desconhecimento da área que estão trabalhando, essas pessoas estão espalhadas pelo ramo de prestação de serviços. Existem muitos profissionais, se é que podemos chamar assim, prestando serviços sem o devido conhecimento da área.

Porém, a qualidade dos profissionais é um dos pontos mais importantes a se levar em consideração na hora de contratar qualquer serviço. Exigir técnicos experientes e bem treinados faz com que o trabalho prestado tenha melhor qualidade e que você não precise se preocupar com sua execução.

Profissionais constantemente treinados não é apenas um dos nossos diferenciais, mas faz parte de toda a filosofia da Esgotecnica. Nós acreditamos que devemos manter nossos técnicos constantemente atualizados para as diferentes situações para trabalhar com as mais modernas tecnologias. Por isso, apostamos em técnicos experientes e bem treinados alinhados a equipamentos modernos para oferecer os melhores serviços aos nossos clientes.

Treinamento para trabalhar com tecnologia moderna

Enquanto muitas empresas não investem na especialização de seus profissionais, nós da Esgotecnica acreditamos que é preciso manter nossos colaboradores sempre atualizados, independente dos anos de experiência. Com tecnologias cada vez mais modernas e situações diferentes, devido às constantes transformações dos centros populacionais, um profissional que para de estudar fica defasado.

Nós treinamos técnicos para que ofereçam limpeza de caixa de gordura, desentupimento, dedetização, detecção de vazamentos, hidrojateamento, limpeza de fossa, vídeo inspeção, serviços elétricos, hidráulicos e de prevenção com eficiência, qualidade e segurança.

Nossos profissionais não são apenas treinados para realizar seus serviços com o auxílio de modernos equipamentos, eles também estão alinhados à filosofia da empresa. Entre todos os pontos importantes que acreditamos, destacamos a higiene do local após o serviço, honestidade com o contratante e especialização.

Profissionais qualificados e certificados

A Esgotecnica se orgulha de trabalhar apenas com profissionais qualificados e certificados. Há quase duas décadas atuando na área de prestação de serviços, nós valorizamos os profissionais com conhecimento e experiência no setor.

Nossos eletricistas, por exemplo, têm mais de dez anos de experiência no mercado e nossos encanadores são certificados pelas maiores marcas do ramo e curso técnicos do Brasil. Uma pequena prova de nosso comprometimento com a experiência e especialização profissional.

Por que contratar uma empresa de desentupimento que investe em tecnologia e equipamentos

limpa-fossa-empresas

Existem milhares de empresas e profissionais oferecendo serviços de tratamento de esgoto, desentupimento e semelhantes no mercado brasileiro, mas a verdade é que maior parte não investe em equipamento e tecnologia que ajudam a resolver o problema com mais facilidade. Apenas apostam em modelos já estabelecidos de serviço.

Contratar uma empresa que investe em tecnologia e equipamentos traz diversas vantagens para o cliente. A principal delas está na efetividade. Usando os equipamentos modernos e com profissionais qualificados é possível solucionar problemas de desentupimento ou detecção de vazamentos com um impacto muito menor na casa ou prédio e evitar que este problema volte a acontecer.

Empresas que oferecem serviços com alta tecnologia permitem mais segurança, conforto e confiança para seus clientes. Detectar vazamentos com vídeo inspeção, por exemplo, é muito mais prático, rápido e fácil. Enquanto no método tradicional é preciso quebrar toda a parede para encontrar o vazamento, com essa tecnologia, é possível fazer um acompanhamento em tempo real com todas as informações detalhadas de vazamentos, deterioração e obstáculos na tubulação.

Equipamentos de ponta é sinônimo de segurança

Os equipamentos modernos e renovados oferecem muito mais que praticidade. Eles também são sinônimo de segurança. Na Esgotecnica, temos frotas de carro renovada constantemente para oferecer o que há de melhor para nossos clientes.

Um caminhão para remoção de esgoto precisa estar sempre em perfeitas condições e equipado com o que existe de mais moderno no setor. O esgoto tem centenas de doenças diferentes que podem atingir pessoas que entram em contato com ele. Agora, imagina uma frota de caminhão de remoção de esgoto que não esteja em boas condições ou que não tenham tecnologia para transportar com segurança?

Um outro ponto crucial é que equipamentos tecnológicos mais avançados exigem profissionais bem preparados. Na Esgotecnica, treinamos nossos profissionais para realizarem serviços com equipamentos tecnológicos que trazem melhores resultados para nossos clientes não precisarem se preocupar com a qualidade dos serviços.

Investimento em tecnologia e pesquisas

Os riscos de acidente são muito menores quando trabalhamos com equipamentos modernos e em boa qualidade. Por isso, nós acreditamos que o investimento em equipamento é obrigatório para oferecermos um serviço com qualidade, confiança e segurança a todos os nossos clientes.

Além disso, nós investimos também em pesquisas e desenvolvimentos de tecnologias que auxiliam na nossa área de atuação. Dessa forma, podemos estar sempre um passo à frente para oferecer o que existe de melhor para nossos clientes.

Na Esgotecnica, nós acreditamos que o desenvolvimento tem um papel crucial para melhorar nossa qualidade de vida nos grandes centros sem causar impactos danosos ao meio ambiente e à população. Por isso, nos esforçamos em oferecer equipamentos que solucionem a vida de nossos clientes com toda a segurança necessária.

É melhor jogar papel higiênico no lixo ou no vaso?

O papel higiênico pode ser jogado na privada quando não houver problemas com entupimento na rede interna, o que ocorre somente em redes domiciliares antigas e com traçado com muitas curvas. Em geral, em prédios, devido à maior pressão da água e os desníveis elevados não há obstruções por este resíduo.

Cabe registro que esta disposição na privada vai ao encontro de recomendação das Vigilâncias Sanitárias no sentido de se evitar a manipulação de papel sujo com fezes, um resíduo contaminado micro biologicamente.
Nos coletores tronco da rede pública (diâmetro é superior a 300mm) não há registro de casos de obstrução atribuível ao papel higiênico, que rapidamente se desagrega com o fluxo de água. Nesse caso, as obstruções estão associadas a resíduos como cabelos, fibras/pelos, fio dental, lixo plástico, preservativos, absorventes higiênicos, hastes flexíveis, aparelhos de barbear descartáveis, pontas de cigarro, brinquedos etc., que deveriam seguir para o lixo ou para reciclagem.

O volume de água que leva os dejetos é praticamente o mesmo quando acrescido de uma quantidade normal de papel higiênico, como foi comentado acima não devemos exagerar, mas sem dúvidas as contaminações são significativamente reduzidas, quando comparadas ao descarte via lixo normal, pessoas tem contato direto com o lixo, enquanto que o esgoto tratado é todo mecanizado.

Por que nem sempre as chuvas ajudam a aumentar os níveis dos reservatórios?

Você já deve ter percebido que, apesar das represas paulistas terem subido os níveis nos últimos dias, esses níveis continuam estáticos na maioria das vezes que chove. Todos os moradores rezam diariamente para chover, mas muitas vezes não veem os reservatórios enchendo. Isso acontece por vários motivos que vamos explicar aqui!

A primeira parte a se levar em consideração é que a falta de água não acontece apenas pela falta de chuva. É verdade que passamos por um grande período seco, mas é normal que acontecem períodos de seca e estiagem e os levantamentos feitos no Estado desde o século XIX provam isso.

Com isso, sabemos que a chuva não é a única culpada pela falta de água, mas ela poderia ser uma grande ajuda para superar a crise. Então, por que nem sempre as chuvas ajudam a aumentar os níveis dos reservatórios?

Primeiramente, boa parte das chuvas deste começo de ano passaram bem longe dos reservatórios paulistas. Pudemos ver um grande contraste em todos os jornais por dias: enquanto as ruas das cidades, principalmente da capital, alagavam, o clima continuava sem um pingo do céu próximo às represas.

Mas não é apenas a chuva nas represas que faz o volume de água voltar a subir. Os níveis dos reservatórios depende de vários fatores, entre eles a chuva nas represas. Porém, é preciso chover também nas nascentes. A chuva nas regiões de cabeceira enchem o lençol freático e aumentam o volume das nascentes. E vimos diversas nascentes secarem nos últimos meses.

Além destes problemas com a falta de chuva nos locais certos, ainda existem duas adversidades que contribuem para que os níveis dos reservatórios não subam mesmo com chuva.

Solo exposto

Outro problema que agrava a seca nos reservatórios é o solo exposto. Em alguns locais, a água acabou e o solo ficou completamente exposto, recebendo toda a caloria do sol. Quando isso acontece, leva muito tempo para a água voltar a represar porque a água da chuva entra no solo e vai direto aos lençóis freáticos.

Em muitos casos, é preciso que passem décadas até que o solo se torne impermeável, depois de muita chuva, e a água volte a represar. Assim, a queda dos níveis de água não dependem apenas da quantidade de chuva, mas da situação atual dos reservatórios.

Apesar da situação ser crítica no Estado, foram poucos os pontos das represas paulistas em que o solo ficaram expostos. Por isso, com a grande quantidade de chuva em fevereiro, muito superior ao esperado, os níveis voltaram a subir.

Alta vazão

Além da falta de chuva e o solo exposto, o alto consumo de água também prejudica muito os reservatórios. Até pouco tempo atrás, a retirada de água do Sistema Cantareira era de 31,8 m³/segundo. Isso é, a Sabesp retirava 31,8 mil litros de água por segundo do sistema.

Segundo o Paulo Massato, diretor metropolitano da Sabesp, essa vazão caiu para 14 m³/s, menos da metade do consumo anterior. Um dos principais motivos para a redução no consumo é a redução de pressão nas tubulações.

Com o consumo de água alta, as chuvas de pouco adiantam para aumentar os níveis dos reservatórios. Elas podem dar um alívio imediato, mas nada além disso.

Como o rodízio de água pode afetar sua vida?

Durante os sete dias da semana, apenas dois podem ter abastecimento de água. Este é o cenário de rodízio proposto pelo governo estadual caso a crise hídrica que assombra nosso País piore.

A verdade é que somos um País rico em água, ou éramos, e não estamos acostumados a economizar esse líquido tão precioso. Alguns estados estão mais habituados com o cenário sem água, apesar de não passarem por crises no momento, mas poucos paulistas sabem como o rodízio de água pode afetar sua vida.

São muitas as mudanças que acontecem durante longos períodos sem água, desde a redução de consumo em casa até a escassez de determinados produtos nas prateleiras do mercado. Por isso, separamos alguns exemplos de como sua rotina pode mudar durante o rodízio de água:

  • O agronegócio e a pecuária são os maiores consumidores do mundo. Em meio ao rodízio de água, o consumo consciente de alimentos se fará necessário e a redução no cardápio é uma das principais coisas que podem mudar dentro de casa. Para ter ideia, 1kg de soja precisa de mil litros de água e 1kg de carne precisa de 15 mil litros para sem produzidos.
  • As atividades nos comércios também serão afetadas com o rodízio de água. Muitos deles não poderão sobreviver sem este precioso líquido. Restaurantes, por exemplo, precisarão diminuir seu horário de funcionamento. Será muito mais difícil aproveitar o comércio das cidades.
  • O brasileiro é um dos poucos povos que está acostumado a tomar banho diariamente, mas isso pode mudar com um rodízio de água. A proposta do governo é de cinco dias sem água para dois dias com água. Será preciso aprender as técnicas dos franceses.
  • A água de reuso também passará a ter uma importância maior para seu dia a dia. Estocar baldes de água da última lavagem da máquina para usar na privada, por exemplo, pode ser normal. Na verdade, o reuso não é essencial apenas em tempos de rodízio, mas para evitar as crises hídricas.
  • Assim como a água que já foi utilizada anteriormente, a água da chuva também faz parte da rotina de quem vive sob um rodízio de água. Captar a chuva para atividades secundárias é uma das grandes mudanças.
  • Muitas empresas já declararam que, em meio ao rodízio de água, precisarão dar férias coletivas aos funcionários, mas isso não é motivo para comemorar. A produção pode cair muito e os riscos dessas empresas mudarem ou demitirem muitos funcionários são altos.
  • O rodízio de água também pode pesar no bolso das famílias. Com a falta de água, o preço de muitos produtos que dependem da água para serem produzidos deverá subir muito. Sem contar que muitos dependerão de garrafas de água mineral para o consumo.
  • Quem não tem condições de se manter com água mineral para o consumo precisará estocar muita água durante os dois dias de abastecimento. Somente assim é possível ter água para beber e cozinhar em meio ao rodízio.

O cenário de uma cidade sem água não é tema novo no Brasil, nem no mundo. O Nordeste, por exemplo, teve longos anos de períodos de seca, mas é a primeira vez que uma crise dessas proporções assombra as regiões Sul e Sudeste, onde o consumo para uso pessoal e industrial é maior.

Por isso, é importante já adotar novos hábitos em sua rotina para ajudar na economia e não ter um grande choque de realidade caso o rodízio seja implantado.

Entenda o que é a redução de pressão nas tubulações

A Sabesp tem divulgado rotineiramente novas medidas para diminuir o desperdício de água em tempos de crise hídrica. Uma das que mais ouvimos falar é a redução de pressão nas tubulações, mas o que significa essa medida? No que ela pode afetar a vida dos moradores?

Essa alternativa ao alto consumo, como o próprio nome diz, diminui o volume de água que passa na tubulação de abastecimento dos bairros. Segundo a Sabesp, é feito um acompanhamento digital sobre o volume de água que está sendo utilizado em diversos pontos e, a partir disto, é feita a redução de pressão nas tubulações que estão com uso abaixo do comum para diminuir a vasão de água em vazamentos e fraudes.

Toda a rede de abastecimento de água das grandes cidades é dividida em diversos setores. Dessa forma, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo pode monitorar o uso de água em determinadas regiões e controlar a força.

Durante a madrugada, a redução de pressão nas tubulações acontece em boa parte das cidades brasileiras. Isso porque a maioria das pessoas está dormindo e as atividades empresariais são fracas. Com isso, a queda no consumo é alta.

Nos últimos tempos, por conta da baixa estiagem, a Sabesp aumentou o monitoramento do uso de água e implantou a redução de pressão em muitos bairros e cidades de todo o Estado. A lista é grande, mas você pode conferir se o seu bairro ou cidade está com redução no site da própria Companhia.

Ao contrário do que muitos acreditam, a redução de pressão nas tubulações não tem nada a ver com o possível rodízio anunciado pelo governo estadual. Veja a diferença dos dois:

  • Na redução de pressão nas tubulações, uma válvula controla a quantidade de água que é enviada para determinada região. A proposta é diminuir o desperdício sem prejudicar o abastecimento.
  • Durante o rodízio de água, o abastecimento de água para. Com isso, as pessoas não tem água nas torneiras e ainda existe o risco de contaminar a tubulação.

Ao que tudo indica, essa medida tem trazido bons resultados. Segundo a Companhia de Abastecimento do Estado de São Paulo, a vazão de água do Sistema Cantareira diminuiu 14,7 m³/s, redução de mais de 45%, e a redução de pressão das tubulações foi responsável por 52% dessa redução.

Riscos da redução de pressão

Apesar de toda a economia promovida através dessa iniciativa, a principal medida da Sabesp tem enfrentando fortes críticas. Segundo especialistas, a redução de pressão nas tubulações aumenta o risco de contaminação da água de forma semelhante ao rodízio.

Isso porque não entram impurezas na tubulação por conta da redução de pressão, mas se o uso for maior do que o volume de água que passa pelos canos, pode haver pressão negativa em certos pontos. Nesses casos, corre o risco de entrar bactérias, esgoto e ar na tubulação de abastecimento.

Quando existem rachaduras e pontos da vazão, a pressão da água que passa pelos canos faz com que o líquido sai da tubulação exercendo pressão que não permite entrar impurezas nos canos, mas e a pressão for negativa, acontece o contrário.

Entrevistada pela Folha de S. Paulo, a hidrologista Newsha Ajami, do programa Water in The West, de Stanford, revela que essa medida aumenta o risco de contaminação. Segundo ela, a alternativa não está sendo utilizada na Califórnia, estado norte-americano que também enfrenta período de seca.