Poços artesianos podem ser solução para a crise hídrica

Você sabia que em alguns bairros de São Paulo com maior potencial financeiro os moradores estão cavando poços artesianos para superar a crise hídrica que afeta nosso estado? Esse é o caso do Jardins. O número de autorizações do Departamento de Águas e Energia Elétrica de São Paulo para cavação de poços cresceu bastante no bairro nos últimos meses.

Mas não é só nas casas que essa alternativa já está sendo utilizado. No Carnaval deste ano, os banheiros, bebedouros e lavatórios do Sambódromo do Anhembi foram abastecidos por água de poços artesianos.

Os poços artesianos são uma das alternativas listadas por muitos especialistas para ajudar a superar esse momento de estiagem. O governo tem até estimulado o uso dessa alternativa. No ano passado, a Sabesp anunciou que a água oriunda de poços artesianos estaria isenta de taxas de esgoto.

Porém, apesar de ajudar na manutenção dos sistemas de abastecimento de São Paulo, as águas vindas desses poços também trazem alguns riscos às pessoas e à natureza.

O primeiro ponto a levar em consideração é que a água retirada de poços artesianos residenciais, como os que têm surgido no Jardins, não é tratada. Portanto, ela não serve para o consumo. Nesses casos, a água é usada apenas para atividades secundárias, como limpeza, regar plantas etc. Mas, é possível encontrar água potável.

A água do poço só pode ser analisada após a perfuração. Por isso, o morador primeiro deve contratar uma empresa para abrir o poço artesiano e só depois saberá se essa água é boa para o consumo. Mas, mesmo que não seja, ele pode utilizar a água para tarefas diversas.

Além disso, é preciso evitar a contaminação. A forma de resolver este problema é fazendo a limpeza e manutenção preventiva dos poços artesianos. Ela deve ser realizada a cada dois anos aproximadamente, mas não é garantia de que a água é própria para o consumo.

Um poço artesiano dura cerca de 30 anos. Por isso ele é uma boa alternativa para superar a crise hídrica no estado, mas, assim como acontecem com as represas, eles também podem secar. Com muitos poços sendo abertos em locais próximos, a seca pode ser mais rápida ainda.

Por conta disso, o Departamento de Águas e Energia Elétrica tem um grande controle sobre a abertura de poços e um processo bem burocrático. Caso todos os moradores de São Paulo decidam abrir um poço, a situação pode sair de controle e os lençóis freáticos secarem muito antes do esperado.

Os poços artesianos são alternativas para a crise hídrica, mas ele não é acessível a todos os moradores de São Paulo. Os custos de implantação e manutenção são considerados alto para boa parte da população, mas boas escolhas para a empresas e condomínios que desejam contribuir para a economia de água.

Muitos comércios já estão implantando essa medida. Em São Paulo, por exemplo, você encontra lava-rápido com placas avisando que não usa a água tratada pela Sabesp, iniciativa positiva no combate à seca.

Ter um poço artesiano é garantia de uma redução grande no uso de água tratada pela Sabesp. Dessa forma, ajuda na diminuição da vazão de água dos grandes reservatórios paulistas.

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